Caminho de amor e luz

Bem vindos a este cantinho onde espero partilhar conhecimento, amor, fé e esperança. Muita paz

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Contaminação
   Somos contagiados constantemente por maus pensamentos e ideias inferiores. Uns nascem no sistema pensante na nossa própria indústria mental, outras são lixos vibratórios que intercruzam os espaços e afectam as faixas que correspondem à sua identificação moral.
   A nossa protecção já nos foi entregue: é a evolução do instinto que se tranmutou em razão. Ela é capaz de seleccionar o alimento espiritual de que carecemos. A própria Terra em que estamos trabalhando é, por misericórdia de Deus, um mundo de provações. O que que pesa mais no seu campo vibrcional são as ideias inferiores, nascidas nas mentes dos encarnados e desencarnados. Fazemos mais o mal do que o próprio bem que desejamos fazer, isso pelo ambiente criado por nós mesmos, há milenios e enraizados em todas as actividades.
   A viciação dos valores está por toda a parte onde haja civilização. O homem até hoje, esqueceu-se da sublimidade do espirito, dos celeiros espirituais que existem dentro de cada criatura e, procura, por sistemas que criou e nos quais colocou o nome de arte, ciência e similares, buscar o conforto, e por vezes, a felicidade, fora do seu mundo intimo.Isso pode e deve ter algum valor. No entanto, é uma simulação dos verdadeiros ideias da alma.
   Toda busca externa é teoria, é ilusão que pode estar a caminho da verdade.Entretanto, para quem já despertou para o espírito, quem já começou a viver em espírito e verdade, ha outros caminhos mais nobres, que são os da senda interna e os do céu de cada um , que estão mais próximos do coração.
   É muito justo que o companheiro terreno, vestido de carne, procure os melhores alimentos, para sua nutrição física.Entrementes, é de maior valor que tal companheiro não se esqueça da alimentação espiritual,seleccionando pensamentos e endireitando ideias, falando com nobreza e exemplificando o Amor em todos os passos,porque o físico passa, mas o espiritual permanece eternamente. O que fica na Terra são as coisas da Terra: os valores do espirito  acompanham aonde quer que seja.
   Não nos deixemos corromper no meio da corrupção.Conhecemos as nossas ideias e sabemos das nossas forças . Quem deixa o inimigo invadir a area de sua responsabilidade responderá pela invigilância. Todos compreendem  como lutar e conhecem os meios de se defenderem dos males que lhes possam causar perturbações nos próprios caminhos.
   A perversão nula o seguimento da harmonia. O estudante incauto padece nos roteiros delineados pelo destino, até que aprenda  a cuidar de si próprio. Deus criou leis e, sem elas, estaríamos muito piores, pois elas nos garantem a plena justiça, enos computam lições de amor.
   Tudo o que precisamos para viver na Terra, ela nos dá em abundância. Falta é quem busque nos celeiros exuberantes da natureza o que julgue necessário. A poluição do álcool e do fumo mata mais que a guerra. E a viciação mental pelas coisas inferiores mata mais que o fumo e o álcool.
   Precisamos de uma permanete cirurgia moral, para que o equílibro nos conforte e o amor nos livre de todos os males.
De
Cirurgia Moral de Lancelin por João Nunes Maia

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Buscai e Achareis

Ajuda-te e o Céu te ajudará

1. Pedi e dar-se-vos-á; buscai , e achareis; batei , e abrir-se-vos á. Porque todo aquele que pede, recebe; e o que busca, acha; e a quem  bate, abrir-se-á. Ou qual de vós, porventura, é o homem que, se seu filho lhe pedir pão lhe dará uma pedra? Ou porventura, se lhe pedir um peixe , lhe dará uma serpente?Pois se vós outros, sendo maus, sabeis dar boas dádivas  a vossos filhos, quanto mais  vosso Pai, que está nos céus, dará boas dádivas aos que lhas pedirem. ( Mateus, VII: 7-11)

2. Segundo o modo de ver terreno, a máxima: Buscai e achareis é semelhante a esta outra: Ajuda-te e o céu te ajudará . É o principio da lei do trabalho, e por conseguinte da lei do progresso.Porque o progresso é produto do trabalho, desde que é este que põe em acção as forças da inteligência.

   Na infância da humanidade, o homem só aplica a sua inteligência na procura de alimentos, dos meios de  se preservar das intempéries e de se defender do inimigos. Mas Deus lhe deu, a mais que ao animal, o desejo constante de melhorar, ou seja, essa aspiração do melhor, que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua situação, levando-o às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da ciência , pois é a ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Graças às suas pesquisas, sua inteligência se desenvolve, sua moral se depura. Às necessidades do corpo sucedem as necessidades do espírito; após o alimento material , ele necessita do alimento espiritual. É assim que o homem passa da selvajaria à civilização.
  Mas o progresso que cada homem realiza individualmente, durante a vida terrena, é coisa insignificante, e num grande número deles até mesmo imperceptivel,. Como então,a  Humanidade poderia progredir , sem a preexistência e a reexistência da alma? Se as almas deixassem a Terra todos os dias, para não mais voltar, a Humanidade se renovaria  sem cessar com as entidades primitivas, que teriam tudo a fazer e tudo a aprender. Não haveria razão, portanto, para que o homem de hoje fosse mais adiantado que o dos primeiros tempos do mundo, pois que para cada nascimento o trabalho intelectual teria de recomeçar.A alma voltando, ao contrário, com o seu progresso já realizado, e adquirindo de cada vez alguma experiência a mais, vai assim passando gradualmente da barbárie à civilização material  , e desta à civilização moral ( ver Cap IV, nº17).
  
    3. Se Deus tivesse liberado o homem do trabalho físico, seus membros seriam atrofiados; se o livrasse do trabalho intelectual, se espírito permaneceria na infância, nas condições instintivas do animal. Eis porque ele fez do trabalho uma necessidade, e lhe disse : Busca e acharás ; trabalha  e produzirás,; e dessa maneira serás filho das tuas obras; terás o mérito da sua realização, e serás recompensado segundo o que tiveres feito.
   
   4. É em virtude da aplicação desse príncipio que os Espíritos não vêm poupar ao homem o seu trabalho de pesquisar, trazendo-lhe descobertas e invenções já feitas e prontas para a utilização, de maneira a só ter que tomá-la nas mãos, sem sequer o incomodo de um pequeno esforço, nem mesmo de pensar. Se assim fosse, o mais preguiçoso poderia enriquecer-se,e  o mais ignorante tornar-se sábio, ambos sem nenhum esforço, e atribuindo-se o mérito do que haviam feito. Não, os Espíritos  não vêm livrar o homem da lei do trabalho, mas mostrar-lhe o alvo que deve atingir e a rota que o leve a ele, dizendo: Marcha e atingirás! Encontrarás pedras nos teus passos ; mantém-te vigilante, e atingirás! Encontrarás pedras nos teus passos; mantém-te vigilante, e afasta-as por ti mesmo! Nós te daremos a força necessária, se quiseres empregá-la. (Ver Livro dos Médiuns cap. XXVI nº 291 e seg.)

   5. Segundo a compreensão moral , essas palavras de Jesus significam o seguinte: Pedi a luz  que deve clarear o vosso caminho, e ela vos será dada; pedi a força  de resistir ao mal e a tereis ; pedi a assistência dos Bons Espíritos , e eles virão ajudar-vos , e como o anjo de Tobias, vos servirão de guias; pedi bons conselhos, e jamais vos serão recusados; batei à nossa porta, e ela vos será aberta; mas pedi sinceramente, com fé, fervor e confiança; apresentai-vos com humildade e não com arrogância, sem o que sereis abandonados às vossas próprias forças , e as próprias quedas que sofrerdes constituirão a punição do vosso orgulho.
   É esse o sentido dessas palavras do Cristo; Buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á.

De 
" O Evangelho Segundo o Espiritismo"
Cap XXV



domingo, 3 de junho de 2012


Sintonia

"Pedi e vos será dado; buscai e achareis; Batei e vos será aberto".( Mateus, 7:7.)

   Todas as coisas que existem no Universo vivem em regime de afinidade. Desde o átomo até os arcanjos tudo é atração e sintonia. Nada que te alcança a existência  é ocasional ou fruto de uma reação sem nexo.
   Teu livre arbítrio indica com precisão a posição que ocupas no Cosmo, uma vez que cada individuo deve a si mesmo a conjuntura favorável ou adversa em que se situa no momento actual.
   Vieste da insconciência- simples e ignorante- e, pela lei de evolução, caminhas para a consciência escolhendo a estrada a ser percorrida.
  • Encontrarás o que buscas.
  • Tens a posse daquilo que deste.
  • Convives com quem sintonizas
  • Conhecerás o que aprendeste, mas somente incorporarás na memória o que vivenciaste.
  • Avanças ou retrocedes de acordo com a tua casa mental
  • Felicidade ou infelicidade são subprodutos do teu estado íntimo.
  • Amigos são escolhas de longo tempo
  • Teu circulo doméstico é a materialização de teus anseios e de tuas necessidades de aprendizagem
  • Pelo teu geito de ser, conquistarás admiração ou desconsideração
  • O que fizeres contigo hoje refletirá no teu amanhã, visto que o teu ontem decidiu o teu hoje
   Com os teus pensamentos, atrais, absorves, impulsionas ou rechaças. Com a tua vontade, conferes orientação e rumo, apontando para  as mais variadas direções. Disse Jesus : " Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto".

   Sintonia é  a base da existência de toda a alma imortal. Seja na vida física seja na vida astral, a lei de afinidade é princípio divino regendo a ti, a todos os outros e a tudo.
   Observa: viver no drama ou na realidade, na aflição ou na serenidade, na sombra ou na luz, é postura que está estritamente relacionada com teu modo de sentir, pensar e agir.


por:
Francisco do Espirito Santo Neto- ditado por Hammed
em.- "Um modo de Entender"

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Mediunidade Gratuita


Os médiuns modernos, pois os apóstolos também tinham mediunidade, receberam igualemente de Deus um dom gratuito que é o de serem intérpretes do Espíritos, para instruírem os homens, para lhes ensinarem o caminho do bem e levá-los à fé, e não para lhes venderem palavras que não lhes pertencem, opis que não se originam nas suas ideias, em nas suas pesquisas, nem em qualquer outra espécie de trabalho pessoal. Deus deseja que a luz atinja a todos,e não que o mais pobre seja deserdado e possa dizer: Não tenho fé, porque não pude pagar, não tive a consolação de receber o estímulo e o testemunho da afeição daqueles por quem choro, pois sou pobre. Eis porque a mediunidade não é um previlégio, e se encontra por toda a parte. Fazê-la pagar, seria portanto desviá-la da sua finalidade providencial.

Qualquer pessoa que conheça as condições em que os bons Espíritos se comunicam, sua repulsa a todas as formas de interesse egoísta, e saiba como pouca coisa basta para afastá-los, jamais poderá admitir que Espíritos Superiores estejam à disposição do primeiro que os convocar a tanto por sessão. O simples bom-senso repele semelhante coisa. Não seria ainda uma profanação, evocar por dinheiro os seres que respeitamos ou que nos são caros? Não há d+uvida que podemos obter manifestações dessa maneira, mas quem poderia garantir-lhes a sinceridade? Os Espíritos levianos, mentirosos e espertos,e  toda a turba de Espíritos inferiores, muito pouco escrupulosos, atendem sempre a esses chamados, e estão prontos  a responder ao que lhes perguntarem, sem qualquer preocupação com a verdade. Aquele, pois, que deseja comunicações sérias, deve primeiro procurá-las  com seriedade, esclarecendo-se  quanto à natureza  das ligações do médium com os seres mundo espiritual. Ora a primeira condição para se conseguir a boa vontade dos bons Espíritos é a que decorre da humildade, do devotamento e da abnegação: o mais absoluto desinteresse moral e material.

Ao lado da questão moral, apresenta-se uma consideração de ordem positiva, não menos importante, que se refere à própria natureza da faculdade. A mediunidade séria não pode ser e não será jamais uma profissão, não somente porque isso a desacreditaria no plano moral, porque existe ainda uma dificuldade material para isso, é que se trata de  uma faculdade essencialmente instável, fugidia, variável, coma  qual ninguém pode contar na certa. Ela seria, portanto, para o seu explorador, um campo inteiramente incerto, que poderia escapar-lhe no momento mais necessário.Bem diversa é uma capacidade adquirida pelo estudo e pelo trabalho, e que , por isso mesmo, torna-se uma verdadeira propriedade, da qual é naturalmente lícito tirar proveitos. A mediunidade porém, não é nem uma arte nem uma habilidade, e por isso não pode ser profissionalizada. Ela só existe graças ao concurso dos Espíritos; se estes  faltarem, não há mediunidade, pois embora a aptidão possa substituir, o exercício se torna impossível. Não há por tanto um único médium no mundo que possa garantir  a obtenção de um fenómeno  espírita em determinado momento. Explorar a mediunidade, como se vê, é querer dispôr de uma coisa que realemnte não se possui.  Afirmar o contrário é enganar os que pagam. Mas há mais, porque não é de si mesmo que se dispôe mas sim dos Espíritos, das almas dos mortos, cujo concurso  é posto à venda. Este pensamento repugna instintivamente. Foi este tráfico, degenrado em abuso, explorado pelo charlatanismo, pela ignorância a credulidade e a superstição, que provocou a proibição de Moisés. O Espiritismo moderno, compreendendo o aspecto sério do assunto, lançou em descrédito sobre essa exploração , e elevou a mediunidade  à categoria demissão ( Ver Livro dos Médiuns , cap XXVIII, e Céu e Inferno , cap XII) .

A mediunidade é uma coisa sagrada, que deve ser praticada sensatamente, religiosamente. E se há uma espécie de mediunidade que requer esta condição de maneira mais absoluta, é a mediunidade curadora. O médico oferece o rsultado dos seus estudos, feitos ao peso de sacrificios geralemnte penosos ; o magnetizador, o seu próprio fluído, e frequentemente a sua própria saúde, eles podem estipular um preço para isso. O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos, e não tem o dierto de vendê-lo. Jesus e os Apóstolos, embora pobres, não cobravam as curas que operavam.

Que aquele pois, que não tem do que viver, procure outros recursos que não os da mediunidade, e que não lhe consagre, se necessario, senão o tempo de que materialmente possa dispôr. Os Espíritos levarão em conta o seu devotamento e os seus sacrifícios, enquanto se afastarão dos que pretendem  fazer da mediunidade um meio de subir na vida.

de
" O Evangelho Segundo o Espiritismo"
Allan Kardec

domingo, 18 de dezembro de 2011

Não será em 2012 o Ano Limite do Velho Mundo

Entrevista dada por Dra Marlene Nobre à Revista Verdade e Luz de Nov/ Dez- 2011

O tema da transformação da Terra de mundo de expiação e provas em mundo de regeneração, levantado pelo próprio codificador da Doutrina Espírita , Allan Kardec, sempre interessou e intrigou Geraldo Lemos Neto, fundador da casa de Chico Xavier, de Pedro Lepoldo (MG).
Com 19 anos de idade, já tendo lido e estudado toda a obra de Kardec, conhecer o médium Chico Xavier, amigo de família desde os tempos da sua meninice  em Pedro Leopoldo. "Naquela época como já havia ouvido inúmeros casos relativos à sua mediunidade e caridade com o próximo, tinha muita vontade de conhecê-lo e ouvi-lo  pessoalmente  o que de facto ocorreu em Outubro de 1981, em S.Paulo, lembra Lemos Neto. A partir daquele primeiro encontro, uma grande afinidade os ligou, conforme conta,  o que fez com que o também fundador da Editora Vinha de Luz o visitasse regularmente  em Uberaba (MG), acompanhado de familiares.
Em 1984 Lemos Neto casou-se  com Eliana, irmã de Vivaldo da Cunha Borges, que morava com Chico Xavier desde 1968 e fazia a diagramação de todos os seus livros. A partir  de então passou a desfrutar de uma intimidade maior com Chico em Uberaba, visitando-o com mais frequencia e hospedando-se em sua residência. "Posso dizer que essa época foi para o meu coração, um verdadeiro tesouro dos céus."

Recordo-me até hoje daqueles anos de convivência amorosa e instrutiva na companhia do sábio médium e amigo com profunda gratidão a Deus, que me permitiu semelhante concessão por acréscimo de Sua Misericórdia infinita.
Assim, tive a felicidade de conviver na intimidade com Chico Xavier, dialogando com ele vezes sem conta, madrugada dentro, sobre variados assuntos de nossos interesses comuns, notadamente sobre esclarecimentos palpitantes ácerca da Doutrina dos Espíritos e do Evangelho de Jesus" , recorda.

Um desses temas, como lembra Lemos Neto, foi em relação ao Apocalipse, do Novo Testamento. "Sempre me assombrei com o tema, relatando a Chico Xavier  minha dificuldade em entender o livro sagrado escrito pela mediunidade de João Evangelista. Desde então em nossos colóquios , Chico Xavier tinha sempre uma ou outra palavra esclarecedora sobre o assunto, pontuando este ou aquele versiculo e fazendo-me compreender aos poucos, o momento de transição pelo qual passa o nosso orbe planetário, a caminho da regeneração. ", afirma.
Foi em uma dessas conversas habituais, lembrando o Livro de sua psicografia Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, escrito pelo espírito Humberto de Campos, que Lemos Neto exteriorizou ao médium a sua dúvida quando ao titulo do livro, uma vez que  ainda naquela ocasião, em meados da dácada de 80, o Brasil vivia as voltas com  a hiper inflação, a miséria, a fome, as grandes disparidades sociais, sem falar nos escândalos de corrupção e no atraso cultural.

"Lembro-me como hoje, da expressão surpresa do Chico me respondendo: " Ora, Geraldinho, você  está querendo previlégios para a Pátria do Evangelho, quando o Fundador do Evangelho, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, viveu na pobreza, cercado de doentes e necessitados de toda a ordem, experimentou toda a sorte de vicissitudes e perseguições  para ser supliciado quase abandonado  pelos seus amigos mais próximos e morrer crucificado entre dois ladrões? Não nos esqueçamos de que o Fundador do Evangelho atravessou toda a sorte de  provações , padeceu o martírio da cruz , mas depois ele largou a cruz e rescuscitou para a vida Imortal! Isso deve servir de roteiro para a Pátria do Evangelho. Um dia haveremos de ressuscitar das cinzas do nosso próprio sacrificio para demonstrar inteiro a imortalidade gloriosa!", esclareceu.

Sobre estas e outras revelações feitas a ele por Chico Xavier sobre factos relacionados com o ano em que se dará a grande transformação do nosso planeta, Lemos Neto fala mais abaixo:

Folha Espírita- No Livro a Caminho da Luz, o nosso benfeitor Emmanuel já havia previsto que no século XX haveria mais uma reunião dos Espíritos Puros e Eleitos do Senhor,a  fim de decidirem quanto aos destinos da Terra. A reunião aconteceu e a ela compareceram Chico e Emmanuel- os missionários que trabalham abnegadamente, por séculos a fio, em favor da renovação humana. Quais os resultados dessa reunião?

Geraldo Lemos Neto-Na sequência da nossa conversa, pergunte ao Chico o que
ele queria dizer exactamente a respeito do sacrifício do Brasil. Estaria ele a prever o futuro da nossa nação e do mundo?
Chico pensou um pouco, como se estivesse vislumbrando cenas distantes e, depois de algum tempo, retornou para dizer-nos: "Você se lembra Geraldinho, do livro de Emmanuel A Caminho da Luz? Nas páginas finais da narrativa do nosso benfeitor, no capitulo XXIV, cujo titulo é O Espiritismo e as Grandes Transições? Nele, Emmanuel afirmara que os Espíritos abnegados e esclarecidos falavam de uma nova reunião da comunidade das potências angélicas do Sistema Solar, da qual Jesus é um dos membros Divinos, e que a sociedade celeste se reuniria pela terceira vez na atmosfera Terrestre, desde que Cristo recebeu a Sagrada Missão  de redimir a nossa humanidade, para enfim, decidir novamente sobre os destinos do nosso mundo. Pois então, Emmanuel  escreveu isso  nos idos de 1938 e estou informado  que essa reunião de facto já ocorreu. Ela se deu quando o homem finalmente ingressou na comunidade planetária, deixando o solo do mundo terrestre para pisar pela primeira vez o sololunar. O homem, por seu proprio esforço, conquistou o direito e a possibilidade de viajar até à Lua facto que se materializou em 20 de Junho de 1969. Naquela ocasião, o Governador Espiritual da Terra que é Nosso Senhor Jesus Cristo, ouvindo o apelo de outros seres angelicais do nosso sistema Solar, convocara uma reunião destinada a deliberar sobre o futuro do nosso planeta. O que lhe posso dizer ,Geraldinho é que depois de muitos diálogos  e debates  entre eles foram dadas diversas sugestões e no final do celeste conclave, a bondade de Jesus decidiu dar  uma última chance à comunidade terráquea , uma última moratória  para a actual civilização  no Planeta Terra. Todas as injunções cármicas previstas para acontecerem no final do século XX foram então suspensas, pela Misericórdia dos Céus , para que o nosso mundo tivesse uma última chance de prgresso moral.
O curioso é que nós vamos reconhecer nos Evangelhos e no Apocalipse exactamente este periodo actual, em que estamos vivendo como a undécima hora oua  hora derradeira ou mesmo a chamada última hora."
FE- Como você reagiu diante  da descrição do que acontecera nessa reunião nas Altas Esferas?
Geraldinho- Extremamente curioso com o desenrolar do relato de Chico Xavier , perguntei-lhe sobre qual fora então as deliberações de Jesus, e ele me respondeu: "Nosso Senhor deliberou conceder uma moratória de 50 anos à sociedade terrena , a iniciar-se  em 20 de Julho de 1969, e portanto findar em Julho de 2019. Ordenou Jesus , então que seus emissários celestes se empenhassem mais directamente na manutenção da paz entre os povos e as nações terrestres , com a finalidade de  colaborar ara que nós ingressássemos mais rápidamente na comunidade planetária do Sistema Solar, como um mundo mais regenerado, ao final deste período. Algumas potências angélicas de outros orbes de nosso sistema Solar recearam a dilatação do prazo extra,e  foi então que Jesus, em sua sabedoria, resolveu estabelecer uma condição para os homens  e as nações da vanguarda terrestre. Segundo a imposição de Cristo, as nações mais desenvolvidas e responsáveis da Terra deveriam aprender a se suportarem umas às outras, respeitando as diferenças entre si, abstendo-se de se lançarem a uma guerra de extermínio nuclear. A face da Terra deveria evitar a todo o custo a chamada III Guerra Mundial.

Segundo a deliberação de Cristo, se e somente se, as nações terrenas, durante este periodo de 50 anos, aprendessem a arte do bom convívio e da fraternidade, evitando uma guerra de destruição nuclear, o mundo terrestre estaria enfim admitido na comunidade planetária do Sistema Solar como um mundo de regeneração. Nenhum de nós pode prever, Geraldinho, os avanços que se darão a partir dessa data de Julho de 2019, se apenas soubermos defender  paz entre as nossas nações mais desenvolvidas e cultas!".

FE- Quais são os acontecimentos que podemos prever com essas revelações para a Terra?
Geraldinho- Perguntei então a Chico, a que avanços se referia e ele respondeu-me:
"Nós alcançaremos a solução para todos os problemas de ordem social, como a solução para a pobreza e a fome que estarão extintas; teremos a descoberta da cura de todas as doenças do corpo físico pela manipulação genética nos avanços da Medicina ; o homem terrestre terá amplo e total acesso à informação e à cultura, que se fará mais generalizada; também os nossos irmãos de outros planetas mais evoluídos  terão a permissão expressa  de Jesus para se nos apresentarem abertamente , colaborando connosco e oferecendo-nos tecnologias novas, até então inimagináveis ao nosso actual estágio de desenvolvimento científico; haveremos de fabricar aparelhos que nos facilitarão o contacto com as esferas desencarnadas, possibilitando a nossa saudosa conversa com os entes queridos  que já partiram para o além túmulo ; enfim estaríamos dinate de um mundo novo, uma nova Terra, uma gloriosa fase de espiritualização e beleza para os destinos do nosso Planeta".

Foi então que fazendo as vezes de advogado do diabo, lhe perguntei: "Chico, até agora você tem me falado apenas da melhor hipótese, que é esta em que a humanidade terrestre  permaneceria em paz até ao fim desse período de 50 anos. Mas , e se acontecer o caso das nações terrestres se lançarem a uma guerra nuclear?"  "Ah! Geraldinho, caso a humanidade encarnada decida seguir o infeliz caminho da III Guerra Mundial, uma guerra nuclear de consequências imprevisiveis e desastrosas, aí então a própria mãe Terra, sob os auspícios da Vida Maior, ragirá com uma violência imprevista pelos nossos homens de ciência. O homem começaria a III Guerra , mas quem iria terminá-la  seriam as forças telúricas da natureza, da própria Terra cansada dos desmandos humanos, e seríamos confrontados então com terramotos gigantescos; maremotos e ondas (tsunamis) consequentes; veríamos a explosão de vulcões há muito extintos; enfrentaríamos  degelos arrasadores que avassalariam  os pólos do globo com tragiscos resultados  para as zonas costeiras, devido à elevação dos mares; e, neste caso, as cinzas vulcânicas, associadas às  irrdiações nucleares  nefastas , acabiam por tornar totalmente inabitável  todo o Hemisfério Norte do nosso globo terrestre".

domingo, 4 de setembro de 2011

Vida e Morte

"Quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá".-Jesus. (Jo., 11,25).

Narra-se que o príncipe Sidrta Gautama, após ter-se iluminado, oportunamente interrogou os seus discipulos, indagando qual era o oposto da morte, e eles responderam que era vida.

Após reflexionar por momentos, o nobre mestre redargiu tranquilo, que o inverso da morte é renascimento, porque sempre se está na vida, quer se deambule através do corpo fisico ou fora dele.
Em realidade, a vida biológica, em face da organização molecular que se desestrutura, experimenta, inevitavelmente, a sua desagregação quando ocorre o fenómeno da morte, que libera do casulo em que se enclausura o Espírito Imortal.
Viajor do tempo e do espaço singra os oceanos de energia, energia pensante que é, vestindo-se e revestindo-se de matéria orgânica para o ministério da evolução, em cujo curso se encontra inscrito.
A vida, no entanto, desde quando criada por Deus jamais se extingue, alterando-se constantemente de expressão de acordo com os instrumentos de que se utiliza, até lograr p estado de plenitude ou alcançar o Reino dos Céus.
A inevitabilidade da morte biológica deve contituir grave quesito de fundamental importância nas reflexões de toda as criaturas, tendo em vista o momento que será por ela alcançado inapelávelmente.
A depender das circunstâncias e dos factores que a desencandeiam, a morte foi transformada num tabu, como se constituísse uma verdadeira desgraça, quando é simplesmente uma porta que se abre na direcção da Realidade...
A conscientização da transitoriedade do corppo somático, elaborado pleo Divino Amor para servir de solo fértil para a fecundação e desenvolvimento dos atributos adormecidos no Espírito, representa conquista valiosa para a harmonia do ser durante a aprendizagem terrestre.
Mediante o respeito que deve ser dedicado à estrutura orgânica, facultase-lhe uma existência de equilíbrio ou de desar que lhe proporciona libertação fácil ou demorada, conforme a maneira como se haja dele utilizado.
Assim sendo, a morte não significa o fim da vida, mas a benção do renascimento em outra dimensão estuante de vibração e de progresso.
Não fora e todo o projecto e realização do ser humano perderia o seu significado grandioso, quando a desoxigenação cerebral anulasse as continuas modificações celulares.
O ser humano tem como destinoa conquista do Infinito, e esse logro tem como destino a conquista do infinito, e esse logro não pode ser alcançado em apenas uma etapa, considerando-se a incontável pluralidade de constelações de galáxias, que o Pai criou para servir de morada para os Seus filhos...
O sentido psicológico do existir, igualmente ficaria afectado, em face do infimo espaço entre berço e túmulo, prelúdio do aniquilamento da inteligência e da razão, endo-se em vista a Eternidade...
Morte, portanto é o renascimentoi, sono momentâneo que faculta o despertar em novo campo vibratório.
Aqueles seres queridos que morreram, em realidade não se consumiram, conforme estabelecem algumas correntes do materialismo, anulando a grandeza da vida. Eles vivem e esperam por ti, acompanhando-te por enquanto e auxiliando-te na aquisição de tesouros imaresciveis das virtudes espirituais.
Eles resguardam os seres queridos, tendo a visão ampliada em torno da realidade que ora defrontam , e gostariam que fosse- alcançada pelos afectos que ficaram na rectaguarda. Por essa razão, encorajam-nos durante as provações, oferecem-lhes braços amigos e inspiração continua para que permaneçam em paz, embora o rugir das borrascas perigosas que desabam sobre suas existências com certa frequência...
Mas nem todos são felizes, como se pode fácilmente compreender, visto que cada um desperta conservando os valores com os quais adormeceu. Todos os títulos de mérito ou de demérito permanecem válidos para aquele que os conduz durante a jornada carnal ou após o seu decesso.
Desse modo, os Espíritos venturosos de hoje são aqueles que ontem se empenharam no culto dos deveres elevados, que transformaram, que transformaram a existência do em formoso educandário, no qual abrilhataram a inteligência e eterneceram o coração, transformando-se em sinfonia viva de amor.
Aquel' outros porém, que da existência terrestre somente cultivaram os sentimentos negativos, atados às paixões nefastas, profundamente vinculados aos vícios, com dificuldade separam-se dos despojos em degradação, dando prosseguimento à alucinação em que se compraziam.
São infelizes e infelicitadores, porquanto se acercam das criaturas que vibram no seu mesmo diapasão, inspirando-lhes ideias pertubadoras, intoxicando-as com os seus fluídos deletérios, induzindo-as a situações deploráveis e submetendo-as, muitas vezes, aos seus caprichos infelizes...
Ignorantes do recursos de elevação ou renegando-os, jazem no cárcere da prórpia insânia, prolongando os padecimentos que os visitaram antes da desencarnação e que lhes estiolam a alegria e a esperança... Não ficam porèm, eternamente nesse estado de mesquinhez e aflição, porque a misericórdia do Pai os busca, recambiando-os aos renascimentos ecpiatórios através dos quais se depuram e se renovam.
A morte, portanto, não deve ser considerada como a desventurada ocorrência da vida, mas sim, como a desveladora da realidade espiritual, na qual todos se sencontram mergulhados.
Por isso mesmo, morrer não é conquistar a ventura excelsa, caso não se tenha entesourado ante os seus pródromos em forma de amor, abnegação e vivência digna durante a jornada terrestre. Cada criatura, portanto, morre conforme vive, e desperta consoante morreu.
Não esperes milagres da desencarnação, cujo objectivo é conduzir ao Grande Lar o aprendiz que viajou antes na direcção do educandário terrestre, onde se deve ter aprimoradoe crescido moralmente.
Cultiva o pensamento em torno da desencarnação como benção que um dia te alcançará, e não te permitas temê-la.
Recorda aqueles que se apartaram físicamente de ti, mas que não te abandonaram, procurando senti-los, captar-lhes os pensamentos e as emoções, quando felizes e as emoções quando felizes e, se porventura lhes perceberes as aflições, envolve-os em dúlcidas vibrações de amor e de ternura através do sublime emanação da prece, que lhes fará um grande bem.

Joana de Ângelis
Pagina psicografada por Divaldo Franco no dia 22.05.2009, na residência do Sr Josef Lackulak em Viena.
Do Jornal Espirita nº 332- Julho 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

Renascimento

da Obra de Joanna d'Angelis psicografada por Divaldo Franco.

   A vida morre ou se destrutura nas moléculas que a expressam para logo renascer. Tudo se decompôe e volta a reconstituir-se.
   O incessante fenómeno da transoformação molecular é inerente à condição de transitoriedade de todas as formas e coisas.
   Morre uma expressão e surge outra. O movimento vida-morte-vida obedece ao fluxo ininterrupto da imortalidade.
   Somente eterno é o Espírito, que transita entre uma e outra aparência orgânica para atingir a excelsa destinação que lhe está reservada.
   Essa é a fatalidade estabelecida pelo Pai Criador para todas as expressões sencientes do Universo. Mediante os renascimentos em diferentes etapas, o principio espiritual desenvolve a consciência adormecida e todos os conteúdos da imagem e semelhança de Deus.
   A semente, que possui o germe da vida, a fim de faze-la desabrochar em plenitude, necessita ser sepultada no solo para morrer, quando então desperta e faz-se exuberante. Também para o espírito, torna-se indipensável envolver-se na indumentária ,material  propiciando-se a renovação de energias para desatar a divindade que nele dorme e que o convida a ininterrupto crescimento.
   Cada existência orgânica constitui uma etapa através da qual os valores internos fixam-se na consciência, facultando novos investimentos-luz para a viagem de sublimação.
   Libertando-se das camadas mais toscas e grosseiras do primarismo por onde inicia a jornada evolutiva, alcança os patamares do sentimento e da razão, programando-se a conquista da angelitude que puderá desfrutar desde o momento que se lhe imponham as intenções de auto-superação.
   Renascer na carne e do Espírito, conforme acentuou Jesus no seu momentoso diálogo com o doutor da Lei, Nicodemos, significa sim a imantação nas moléculas constituitivas da germinação que se encarrega de constituir o zigoto, depois o feto,e , por fim, o ser humano.
   Condensando a água que vitaliza com energia a forma física, nela imprime os equipamentos que lhe são necessários, graças às experiâncias transatas que lhe facultaram aquisição de implementos morais e vivenciais para atingir a meta.
   Renasce a planta após a devastação da tormenta.
   Renascem os rios e as fontes depois do ardor do verão sob as bençãos da chuva.
   Renascem os sentimentos passadas as ocorrências dilaceradoras.
   Renasce a vida em todos os fenômenos conhecidos ou não.
   Renasce o Espírito no corpo físico buscando a grande Luz.

   A experiência evolutiva começa na noite do minério e ruma para a claridade estelar da arcangelitude.
   É necessário nascer, morrer e renascer, conquistanto níveis de sabedoria dos quais o amor e o conhecimento confraternizam em clima de libertação.
   Somente através dos instrumentos que facultam o renascimento do corpo, lapida-se o Espírito que faz desabrochar todas a potencialidades adormecidas para cuja finalidade encontra-se no processo da evolução.
   Necessário desalgemar-se das imperfeições, a fim de unir os sentimentos na construção da felicidade.
   Há muita paisagem bela no caminho esperando contemplação. No entanto, é necessário seguir adiante e vencer as muitas milhas que estão aguardando na estrada do progresso.
   Quem se detém, seja por qual motivo for, transfere a oportunidade de conquistar o infinito.
   O hoje desempenha um papel de fundamental importância na aquisição do futuro. Torna-se portanto indispensável investir em luz o que se possui em sombra, que deve ser transformada em claridade de amor e misericordia.
   São o amor e misericórdia do Pai que facultam ao endividado resgatar o débito e ao calceta, o ensejo de reparar o delito.
   Da mesma maneira, cabe ao ser humano repartir com a esperança, conceder ensejo de reparação, ampliar o perdão, a fim de que o seu próximo na retaguarda tenha acesso a outros patamares da emoção e da cultura, para saber, para discernir e para amar sem preconceito nem limitação.
   O renascimento surge na árvore vergastada pela poda rude, abrindo-se em verdor, flores e frutos.
   Sem qualquer ressentimento, pelas ocorrências destrutivas que, em realidade, são apenas ocasiões transformadoras,a  vida ressurge do pântano pela drenagem, do deserto pela fertilização, abençoando o mundo e todos os seres.
   Morrer, desse modo, é conquistar novo campo vibratório para fortalecer as resistências e renascer crescendo na direção de Deus.
   Nunca temas, nem a morte, nem a vida.
   Renascerás após o trânsito espiritual conduzindo os tesouros que acumulaste na Terra e no mundo extracorpório, que te facultarão melhores investimentos em beneficio próprio e da humanidade.
   Todo o renascimento é festa de compaixão pelo trânfuga do dever.
   Renascendo, a paisagem está sempre rica de cor, de alimentos, de vida.
   O renascimento na carne é reconciliação do Espírito consigo mesmo, facultando-se ensejo novo para aprender e para viver melhor.

   Quando a noite moral te envolver em sofrimentos inesperados e deixar-te em expectativas mais inquietadoras, não olvides que a semente que não morrer, não viverá, conforme acentuou Jesus. Assim, todo aquele que não passar pela porta estreita do testemunho, não poderá contemplar a madrugada exuberante da imortalidade.
   Jamais deixes que a esperança desapareça dos teus sentimentos.
   Quando morram determinados objectivos, permanece no bem e renascerão todos eles em forma de novos desafios para o teu crescimento.
   Renascimento é vida, e vida é Deus.

Zurique, Suiça, 1 de Junho de 2001
   

A Vinda de Allan Kardec

     Hoje gostria de vos recomendar uma grande obra psicografada por Francisco Candido Xavier ditada por Emanuel em 1938.
   Nesta obra , A Caminho da Luz, chegamos a uma compreesão maior sobre a história da humanidade.
   Recomendo vivamente  e partilho aqui convosco uma excelente parte que nos ajuda a conhecer melhor a missão de Allan Kardec, esse irmão iluminado que veio auxiliar o mundo a conhecer as leis de Deus.
                                                                        Allan Kardec
   A ação de Bonaparte, invadindo as searas alheias com o seu movimento de transformação e conquistas, fugindo à finalidade de missionário da reorganização do povo francês, compeliu o mundo espiritual a tomar enérgicas providências contra o seu despotismo e vaidade orgulhosa. Aproximavam-se os tempos em que Jesus deveria enviar ao mundo o Consolador de acordo com as suas aupiciosas promessas.
   Apelos ardentes são dirigidos ao Divino Mestre, pelos gênios tutelares dos povos terrestres. Assembleias numerosas se reunem e confraterbizam nos espaços , nas esferas mais próximas da Terra. Um dos mais lúcidos discipulos do Cristo baixa ao planeta, compenetrado de uma missão consoladora, e, dois meses antes de Napoleão Bonaparte sagrar-se imperador, obrigando o papa Pio VII a coroá-lo na igreja de Notre Dame, em Paris, nascia Allan Kardec, aos 3 de Outubro de  1804, com a sagrada missão de abrir caminho ao Espiritismo, a grande voz do Consolador prometido ao mundo pela misricórdia de Jesus Cristo.

  

Pessimismo

de Optimismo todo o dia de Lourival Lopes

   Não se predisponha a ver defeitos,criticar, falar de catástrofes, crises e problemas.
   Esses tipos de assuntos, por serem tristes, queimam o coração de quem ouve, fazem sair chamas de pessimismo pela sua boca, expresão e gestos.
   Seja alegre e comunicativo. Conserve as boas amizades. Tenha animo e resistência nas crises e lutas. Acredite que é do seu tipo de agir que vem o bom êxito, não lhe faltando condições internas e disposição para vencer.
   Sustente o ânimo. O pessimista é como a fruta amarga à beira da estrada, ninguém quer.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Natal

   O Natal é a comemoração do nascimento de Jesus Cristo, e não dois dias para se comer e beber desenfreadamente. Em vez disso, vamos pensar no que Lhe podemos oferecer pelo seu aniversário!
   Pensemos... Qual será o Seu maior desejo? É evidente que se Ele veio para nos mostrar o que é o Amor, o que vai querer de nós é que nos aprendamos a amar uns aos outros, tal como Ele nos amou.
   Posto isto façamos uma auto- análise aos últimos doze meses e perguntemo-nos:
   - Temo-nos esforçado por mudar por dentro, sem exigirmos  que os outros mudem? Já demos algum passo para acabarmos com as velhas inimizades e/ ou quezilias? Temo-nos esforçado por compreender aqueles com quem antipantizamos , com os que já nos magoaram e com os que não gostam de nós?
   E, se ainda não conseguimos perdoar, pelo menos, temos tentado reconhecer que a nossa "verdade" nem sempre é a "verdade" dos outros? Estamos realmente a semear alguma coisa boa na nossa vida? Estamos a aprender a amar, e portanto, a perdoar? Temos tido cuidado com os nossos pensamentos? E com os nossos actos e palavras?
   Façamos uma auto análise frontal. Encaremos de frente os erros que temos cometido ao longo do tempo e as imperfeições que ainda fazem parte de nós, mas sem nos auto-desculparmos  com desculpas esfarrapadas, e o resultado quase nunca nos vai agradar.
   Portanto, meus amigos, vamos esperar a chegada de mais um Natal com enorme alegria no coração, mas também com muita disciplina, e tentemos oferecer ao Mestre o inicio da nossa transformação moral, porque os que já estamos convictos desta realidade,  assumimos o dever para connosco próprios , de trabalharmos nesta e nas próximas reencarnações , para substituirmos os nossos antigos e viciados hábitos e costumes, por outros completamente novos e que estejam plenamente de acordo com o que ensina o Evangelho, a doutrina de Jesus, que exprime as leis de Deus.
   Para isso, vamos programar a nossa vida com base em tudo aquilo que Jesus nos trouxe e de que sempre nos deu o exemplo. Vamos ajudar, vamos amar, e vamos tentar lembrar-nos constantemente daquilo que Emmanuel afirma no último parágrafo da lição 96 do seu livro "Fonte Viva".
   " O homem vulgar, de muitos milénios para cá, vem comendo e bebendo, dormindo e agindo, sem diferenças fundamentais na ordem colectiva. De vinte séculos a esta parte, todavia, abençoada luz resplandece na Terra  com os ensinamentos do Cristo, convidando-nos a  a escalar os cimos da espiritualidade superior. Nem todos a percebem ainda, não obstante envolver a todos.Mas, para quantos se felicitam em suas bençãos ,  extraordinárias, surge o desafio do Mestre indagando sobre o que extraordinário estamos fazendo."
   Um Santo Natal para todos, tendo Jesus sempre presente nos nossos corações.

Editorial da Revista Espírita Verdade e Luz

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Conhecer o Espiritismo

Livro dos Médiums- Capítulo III
Do Método
   Muito natural e louvável é, em todos os adeptos, o desejo, que nunca será demais animar, de fazer prosélitos.Visando facilitar-lhes essa tarefa, aqui nos propomos examinar o caminho que nos parece mais seguro para se atingir esse objectivo, a fim de lhes pouparmos inúteis esforços.
   Dissemos que o Espiritismo é toda uma ciência, toda uma filosofia.Quem pois sériamente, queira conhecê-lo deve, como primeira condição, dispôr-se a um estudo sério e persuadir-se de que ele não pode , como nenhuma outra ciência ser aprendido a brincar.O Espiritismo , também já o dissemos entende com todas as questões  que interessam  à Humanidade; tem imenso campo,e o que principalmente convém é encará-lo pelas suas consequências.
   Formar-lhe sem dúvida a base a crença nos Espíritos, mas essa crença não basta para fazer de alguém um espírita esclarecido, como a crença em Deus não é suficiente para fazer de quem quer que seja um teólogo. Vejamos, então, de que maneira será melhor se ministre o ensino da Doutrina Espírita, para levar com muito mais segurança à convicção.
   Não se espantem os adeptos con esta palavra- ensino. Não constitui ensino unicamente o que é dado do púlpito ou da tribuna. Há também o da simples conversação. Ensina todo aquele que procura persuadir  a outro, seja pelo processo das explicações, seja pelo das experiências.O que desejamos é que seu esforço produza frutos e é por isto que julgamos de nosso dever dar alguns conselhos, de que poderão igualmente aprov eitar os que queiram instruir-se por si mesmos, Uns e outros, seguindo-os, acharão meio de chegar com mais segurança e presteza ao fim visado.
  
   É crença geral que, para convencer, basta apresentar os fatos. Esse, com efeito, parece o caminho mais lógico. Entretanto, mostra a experiência que nem sempre é o melhor, pois que a cada passo se encontram pessoas que os mais patentes fatos absolutamente não convenceram. A que se deve atribuir isso? É o que vamos tentar demonstrar.
   No Espiritismo a questão dos Espíritos é secundária e consecutiva; não constitui o ponto de partida. Este precisamente o erro em que caem muitos adeptos, e que, amiúde, os leva a insucesso com certas pessoas. Não sendo  os Espíritos senão as almas dos homens. o verdadeiro ponto de partida  é a existência da alma. Ora como pode o materialista admitir que, fora do mundo material, vivam seres, estando crente de que, em si próprio, tudo é matéria? Como pode crer que, exteriormente à sua pessoa, há Espíritos, quando não acredita ter um dentro de si.Será inútil acumular-lhe diante dos olhos as provas mais palpáveis. Contestá-las-á todas, porque não admite o princípio.
   Todo ensino metódico tem que partir do conhecido para o desconhecido. Ora, para o materialista, o conhecido é a matéria; parti pois da matéria e tratai, antes de tudo, fazendo que ele a observe, de convencê-lo de que há nele alguma coisa que escapa às leis da matéria.Numa palavra, primeiro que o torneis Espírita, cuidai de torná-lo Espiritualista. Mas, para tal,  muita outra é a ordem de fatos a que se há-de recorrer, muito especial o ensino cabível e que, por isso mesmo,  precisa ser dado por outros processos. Falar-lhe dos Espíritos ,antes que esteja convencido de ter uma alma, é começar por onde deve acabar, porquanto não lhe será possível  aceitar a conclusão, sem que admita as premissas. Antes pois, de tentarmos convencer um incrédulo, mesmo por meios dos fatos, cumpre nos certifiquemos da sua opinião relativamente à alma, isto é, cumpre verifiquemos se ele crê na existência da alma , na sua sobrevivência ao corpo, na sua individualidade após a morte. Se a resposta for negativa, falar-lhe dos Espíritos seria perder tempo. Eis aí a regra. Não dizemos que não comporte excepções. Neste casdo, porém, haverá provávelmente outra causa que o torna menos refratário.

                                                          Classes de Materialistas
  
   Entre os materialistas, importa distinguir duas classes: colocamos na prieira os que o são por sistema. Nesses não há a dúvida, há a negação absoluta, raciocinada ao seu modo. O homem, para eles, é simples máquina, que funciona enquanto está montada, que se desarranja e de que, após a morte, só resta a carcaça.
   Felizmente, são em número restrito e não formam escola abertamente confessada. Não precisamos insistir nos deploráveis efeitos que para a ordem social resultariam da vulgarização de semelhante doutrina. Já nos entendemos bastante sobre este assunto em O Livro dos Espíritos (nº 147 e cap III da Conclusão).
   Quando dissemos que a dúvida cessa nos incrédulos diante de uma explicação racional, excetuamos os materialistas extremados, os que negam a existência de qualquer força e de qualuqer principio inteligente fora da matéria. A maioria deles se obstina por orgulho na opinião que professa, entendendo que o amor próprio lhes impõe persisteir nela. E persistem, não obstante todas as provas em contrário, porque não querem ficar de baixo. Com tal gente, nada há que fazer, ninguém mesmo se deve deixar iludir pelo falso tom de sinceridade dos que dizem: fazei que eu veja , e acreditarei. Outros são mais francos e dizem sem rebuço: ainda que eu visse não acreditaria.

   A segunda classe de materialistas, muito mais numerosa que a primeira, porque o verdadeiro materialismo é um sentimento antinatural, compreende os que o são por indiferença, por falta de coisa melhor, pode-se dizer. Não o são deliberadamente e o que mais desejam é crer, porquanto a incerteza lhes é um tormento. Há neles uma vaga  aspiração pelo futuro ; mas esse futuro lhes foi apresentado com cores tais , que a razão deles se recusa a aceitá-lo. Daí a dúvida  e, com consequência  da dúvida, a incredulidade. Esta portanto, não constitui neles um sistema.   Ainda sendo, se lhes apresentardes alguma coisa racional, aceitam-na  pressurosos. Esses, pois, nos podem compreender, visto estarem mais perto de nós do que, por certo, eles próprios o julgam.
   Aos primeiros não faleis de revelação, nem de anjos, nem de anjos, nem do paraíso: não vos compreenderiam. Colocai-vos porém, no terreno em que eles se encontram e provai-lhes primeiramente que as leis da Fisiologia são impotentes para tudo explicar, o resto virá depois.
   De outra maneira se passam as coisas, quando a incredulidade não é preconcebida, porque então a crença não é de todo nula: há um germen latente, abafado pelas ervas más, e que uma centelha pode reavivar.É o cego a quem se restitui a vista e que se alegra por tornar  aver a luz; é o náufrago a quem se lança uma tábua de salvação.
   Ao lado da dos materialista própriamente ditos, há uma terceira classe de incrédulos que, embora espiritualistas, pelo menos de nome, são tão refratários quanto aqueles. emem deparar com a condenação de suas ambições, de seu egoísmoe de suas vaidades humanas com que se deliciam. Fecham os olhos para não ver e tapam os ouvidos para não ouvir. Lamentá-los é tudo o que se pode fazer.

   Apenas por não deixar de mencioná-la,falaremos de uma quarta categoria a que chamaremos incréculos por interesse ou de má-fé. Os que a compoem sabem muito bem o que devem pensar do Espiritismo, mas ostensivamente, condenam por motivos de interesse pessoal. Não há o que dizer deles , como com eles não o que fazer.
   O puro materialista tem para o seu engano a escusa da boa fé, possível será , desenganá-lo provando-se-lhe o erro em que labora.No outro há uma determinação assentada, contra a qual todos os argumentosirão chocar-se em vão. O tempo se encarregará em lhes abrir os olhose de lhe mostras, quiçá à custa própria , onde estavam os verdadeiros interesses, porquanto , não podendo impedir que a verdade se expanda, ele será arrastado pela torrente, bem como os interesses que julgava salvagardar.

   Além dessas diversas categorias de opositores, muitos há de uma infinidade de matizes, entre os quais se podem incluir,: os incrédulos por pusilanimidade, que terão coragem, quando virem que os outros não se queimam; os incrédulos por escrúpulos religiosos, aos quais um estudo esclarecido ensinará que o Espiritismo sobre as bases fundamentais da religião e respeita todas as crenças; que um de seus efeitos é incutir sentimentos religiosos nos que os não possuem, fortalecê-los nos que os tenham vacilantes. Depois, vêm os incrédulospor orgulho, por espírito de contradição, por leviandade, etc, etc, .

   Não podemos omitir uma categoria a que chamaremos incrédulos por decepcções. Abrange  os que passaram de uma confiança exagerada à incredulidade , porque sofreram desenganos. Então, desanimados, tudo abandonaram, tudo rejeitaram. Então, no caso de um que negasse a boa-fé, por haver sido ludibriado.
   Ainda aí, o que há é o resultado do incompleto estudo do Espiritismo e de falta de experiência. Aquele a quem os Espíritos mistificam , geralmente é mistificado por lhes perguntar o que eles  não devem ou não podem dizer, ou porque não se acha bastante instruído sobre o assunto, para distinguir da impustura a verdade.
   Muitos, aos demais, só vêem no Espiritismo  um novo meio de adivinhação e imaginam que os Espíritos existem para predizer a sorte de cada um . Ora , os Espíritos levianos e zombeteiros não perdem ocasião de se divertirem à custa  dos que pensam desse modo . É assim que anunciarão maridos às moças; ao ambicioso, honras, heranças, tesouros ocultos, aí que , muitas vezes , desagradáveis decepções, das quais, entretanto, o homem sério e prudente sabe sempre preservar-se.

   Uma classe muito numerosa, a mais numerosa mesmo de todas, mas que não poderia  ser incluída entre as dos opositores, é ados incertos. São, em geral, espiritualistas por princípio. Ma maioria deles, há uma vaga intuição das ideias espíritas, uma aspiração de qualquer coisa que não podem definir. Não lhes falta aos pensamentos senão serem coordenados e formulados. O Espiritismo lhes é como que um traço de luz: a claridade que dissipa o nevoeiro. Por isso o acolhem pressurosos, porque eles os livra das angústias da incerteza.

   Se daí, projectarmos o olhar sobre as diversas categorias de crentes, depararemos primeiro com os que são espíritas sem o saberem. Própriamente falando, este constituem uma variedade, ou um matiz da classe precedente. Sem jamais terem ouvido  tratar da Doutrina Espírita, possuem o sentimento inato dos grandes princípios que dela decorrem e esse sentimento se reflete em algumas passagens de seus escritos e de seus discursos, apponto de suporem, os que os ouvem, que eles são completamente iniciados. Numerosos exemplos de tal fato se encontram nos escritores profanos e sagrados, nos poetas, oradores, moralistas e filosofos antigos e modernos.

   Entre os que se convenceram por um estudo directo, podem destacar-se :
 1º Os que crêem pura e simplesmente nas manifestações. Para eles, o Espiritismo é apenas uma ciência de observação,uma série de fatos mais ou menos curiosos. Chamar-lhes-emos espíritas experimentadores.
2º Os que no Espiritismo vêem mais do que fatos; compreendem-lhe a parte filosófica; admiram a maoral daí decorrente, mas não a praticam. Insignificante ou nula é a inflùência que lhes exerce nos caracteres. Em nada alteram seus hábitos  e não se privariam de um só gozo que fosse. O avarento continua a sê-lo , o orgulhoso se conserva cheio de si, o invejoso e o cioso sempre hostis. Consideram a caridade cristâ apenas uma bela máxima. São os espíritas imperfeitos.
3º Os que não se contentam em admirar a moral espírita, que a praticma e lhe aceitam todas as consequências. Convencidos de que a existência terrena é uma prova passageira, tratam de aproveitar os seus breves instantes para avançar pela senda do progresso, única que os pode elevar na hierarquia do mundo dos Espíritos, esforçando-se por fazer o bem e coibir seus maus pendores. As relações com eles sempre oferecem segurança, porque a convicção que nutrem, os preserva de pensarem praticar o mal. A caridade é , em tudo, a regra  de proceder  a que obedecem. São os verdadeiros espíritas, ou melhor, os espíritas cristãos.
4º Há finalmente, os espíritas exaltados. A espécie humana se seria pereita se tomasse o lado bom das coisas. Em tudo, o exagero é prejudicial. Em Espiritismo , infunde confiança demasiado cega  e frequentemente pueril no tocante ao mundo invisível, e leva a aceitar-se , com extrema facilidade  e sem verificação , aquilo cujo absurdo, ou  impossibilidade a reflexão e o exeme demonstrariam. O entusiasmo , porém, não reflete, deslumbra . Esta espécie de adeptos  é mais nociva do que útil  à causa do Espiritismo. São ao memos aptos para convencer a quem quer que seja, porque todos, com razão, desconfiam dos julgamentos deles. Graças à sua boa-fé, são iludidos assim por  Espíritos mistificadores, como por homens que procuram explorar-lhes  a credulidade. Meio-mal apenas haveria , se só eles tivessem que sofrer as consequências. O pior é que, sem o quererem , dão armas aos incrédulos, que antes buscam ocasião de zombar, do que se convencerem e que não deixamd e imputar a todos  o ridiculo de alguns . Sem dúvida  que isto não é justo, nem racional: mas, como se sabe, os adversa´rios do Espiritismo só consideram de bom quilate  a razão de que desfrutam , e conhecer a fundo aquilo sobre que discorrem é o que menos cuidado lhes dá.
(imcompelto, a terminar em breve)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Eficácia da Prece

Eficácia da Prece Capitulo XXVII -5

   Por isso vos digo: Todas as coisas que vós pedirdes orando, crede que as haveis de ter, e que assim vos sucederão.(Marcos,XI:24)
   Há pessoas que contestam a eficácia da prece, entendendo que, por conhecer a Deus as nossas necessidades, é desnecessário expô-las a Ele. Acrescentam ainda que, tudo se encandeando no universo através de leis eternas, nossos votos não podem modificar os desígnios de Deus.
   Há leis naturais e imutáveis, sem dúvida, que Deus não pode anular   segundo os caprichos  de cada um. Mas daí a  acreditar que todas as circunstâncias da vida estejam submetidas à fatalidade,a distância é grande.Se assim fosse, o homem seria apenas um instrumento passivo, sem livre arbítrio e sem iniciativa. Nessa hipótese, só lhe caberia curvar a fronte ante os golpes do destino; sem procurar evitá-los; não deveria esquivar-se dos perigos. Deus não lhe deu o entendimento e a inteligência para que não os utilizasse , a vontade para não querer, a actividade para cair na inacção. O homem sendo livre de agir, num ou noutro sentido, seus actos têm, para ele mesmo e para os outros, consequências subordinadas às suas decisões. Em virtude da sua iniciativa, há portanto acontecimentos que escapam, forçosamente à fatalidade, e que nem por isso destroem a harmonia das leis universais, da mesma maneira que o avanço ou o atraso dos ponteiros de um relógio não destrói a lei do movimento, que regula o mecanismo do aparelho.
   Deus pode, pois, atender a certos pedidos sem derrogar a imutabilidade das leis que regem o conjunto, dependendo sempre o atendimento da Sua vontade.
   Seria ilógico concluir-se desta máxima:" Aquilo que pedirdes pela prece vos será dado", que basta pedir para obter, e injusto acusar a Providência se ela não atendera  todos os pedidos que lhe fazem, porque ela sabe melhor do que nós o que nos convém. Assim procede o pai prudente, que recusa ao filho o que lhe seria prejudicial. O homem, geralmente, só vê o presente; mas se o sofrimento é útil para a a sua felicidade futura, Deus o deixará sofrer, como o cirurgião deixa o doente sofrer a operação que deve curá-lo.
   O que Deus lhe concederá, se pedir com confiança, é a coragem, a paciência e a resignação. E o que ainda lhe concederá, são os meios de se livrar das dificuldades, coma  ajuda das ideias que lhe serão sugeridas pelos Bons Espíritos, de maneira que lhe restará o mérito da acção. Deus assiste aos que se ajudam a si mesmos, segundo a máxima: "Ajuda-te e o Céu te ajudará",  e não aos que esperam do socorro alheio, sem usar as próprias faculdades. Mas , na maioria das vezes, preferimos ser socorridos por um milagre, sem nada fazermos.(Ver Cp XXV, nº1 e seguintes)
   Tomemos um exemplo. Um homem está perdido num deserto; sofre horrivelmente de sede; sente-se desfalecer e deixa-se cair ao chão. Ora, pedindo ajuda a Deus, e espera; mas nenhum anjo vem lhe dar de beber. No entanto, um Bom Espírito lhe sugere o pensamento de levantar-se e seguir determinada direcção. Então, por um impulso instintivo, reúne as suas forças, levanta-se e avança ao acaso. Chegando a  uma elevação do terreno, descobre ao longe um regato, e com isso a coragem. Se tiver fé exclamará: Graças , meu Deus, pelo pensamento que me inspiraste e pela força que me deste". Se não tiver fé dirá :"Que boa ideia tive eu !Que sorte eu tive, de tomar o caminho da direita e não o da esquerda; o acaso, algumas vezes, nos ajuda de facto! Quanto me felicito pela minha coragem e por não me ter deixado abater!".


   Mas perguntarão, porque o Bom Espírito não lhe disse claramente: "Siga este caminho, e no fim encontrarás o que necessitas"? Por que não se mostrou a  ele, para guiá-lo e sustentá-lo no seu abatimento? Dessa maneira o teria convencido da intervenção da Providência.Primeiramente , para lhe ensinar que é necessários ajudar-se a si mesmo a de usar as próprias forças. Depois, porque, pela incerteza, Deus põe à  prova a confiança e a submissão à sua vontade. Esse homem estava na  situação de criança que, ao cair, vendo alguém, põe-se a gritar e espera que a levantem; mas, se não vê ninguém, esforça-se e levanta-se sozinha.
   Se o anjo que acompanhou o Tobias lhe houvesse dito: "Fui enviado por Deus para te guiar na viagem e te preservar de todo o perigo", Tobias não teria nenhum mérito. Foi por isso que o anjo só se deu a conhecer na volta.


Do Evangelho Segundo o Espiritismo

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Da Obra Francisco de Assis -por Miramez

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Frei Lucílio, a personificação do desapego das coisas materiais, propôs esta pergunta:

- Irmão Francisco!... Por Deus, poderia nos expor o que constitui caridade para com nós mesmos?

O Poverello de Assis, meditativo e manso, respondeu com alegria:

-   Esta caridade que dizes é , por excelência, a mais preciosa, não porque desejamos desfrutar desse bem estar celestial, prém, para assegurar o nosso trabalho com os outros. Se um soldado precisa de um treinamento com as armas para lutar e vencer o inimigo, muito mais os soldados de Deus, que somos nós,  por misericórdia. A caridade para com nós mesmos é no sentido de prepararmos pensamentos, ideias e sentimentos para fazer melhor o bem ao próximo. Estamos em regime de urgência, preparando-nos para falar com dignidade, trabalhar com discernimento e ajudar por Amor.
   Quem ainda não educou a si mesmo, como poderá trabalhar na educação colectiva? Quem ainda não perdoou, como poderá falar e ensinar o valor do perdão? Quem ainda não se desprendeu dos bens terrenos,como poderá pedir aos outros esse desprendimento? Quem ainda não ama a Deus e a si mesmo, como mostrar às criaturas que o Amor é a própria felicidade? Primeiro , temos que sentir e vivenciar coisas que pretendemos ensinar.
   A caridade para com nós mesmos é nos desejar todo o bem possível, sem egoísmo, contrariando certos instintos inferiores, através de uma disciplina activa e constante. A caridade, nascida no coração da criatura, é fruto do esforço próprio, para que depois surjam as bençãos de Deus e de Cristo. Toda subida exige  esforço, todo esforço carece de inteligência e toda a inteligência somente encontra proveito, quando norteada pelo coração, ligado às leis naturais.

   Frei Arlindo, o padrão da alegria, deu sinal que desejava falar, e disse, na mesma sequência do seu companheiro:

   -Desejaria saber, Pai Francisco, acerca da caridade para com os outros.

   Francisco de Assis, sem demonstrar cansaço , estampou em sua feição certo contentamento, e expôs com paciência:

   - A caridade para com os outros é fruto de longas experiências, porque a Caridade verdadeira é filha do Amor. Não exige, para não perder a alegria; não ofende, para não perder a paz; não violenta, para não perder o equilíbrio; não é maledicente, para não frustar a bondade; não arde em ciúmes, para não aborrecer a ninguém, não duvida das coisas de Deus, para não esquecer a esperança. Cumpre o seu dever no que foi chamada para não se submeter ao tribunal da consciência.
   A caridade para com os outros começa no respeito aos direitos alheios, ajudando todas as criaturas onde quer que seja, dentro das nossas forças. E ela nunca reclama, nunca maldiz e nunca se revolta; nunca deseja mal, nunca pede para si, nunca injuria e nunca se entristece. Ela é um Sol de Deus, que nunca se apagará.

   Frei Rufino, um dos irmãos mais devotados, arguiu com presteza:

   - Pai Francisco!... Por gentileza, poderia o senhor nos dizer o que é desprendimento verdadeiro?


   O irmão Francisco, refeito em Cristo, das energias gastas na conversação e com as respostas aos companheiros , sentenciou com proveito:
   - Frei Rufino!... Desprendimento é não se prender a coisa alguma, pois Espírito nenhum deseja ser preso. Até  os próprios animais não se sentem bem quando aprisionados. Todos queremos ser livres. A liberdade é, pois, amada por todos e por tudo; não obstante, a vida nos condiciona a determinadas psisões. Enquanto não despertamos para a realidade, seremos escravos da própria ignorância.
   O Cristo chamou um punhado  de homens para segui-lo mas desejou que eles fossem livres, que se libertassem de peias terrenas, porque Ele mesmo disse com propriedade:" Onde está o tesouro aí estará o teu coração."
   Desprendimento não é jogar  fora os bens terrrenos, deles dispondo sem consciência do que se está fazendo, pois quem assim procede  confunde deslexo com desprendimento. Haverá de sobressair em nós o bom senso. Existem várias modalidades de desprendimento, dependendo aí de quem está se desprendendo, qual a sua posição diante do mundo e frente à humanidade. Depende ainda do que estamos falando e do que pretendemos fazer.
   Pode perfeitamente existir rico desprendido e pobre usuário, porque a ganância nasce dentro da criatura para as coisas de fora. E, portanto, a ignorância que tudo move, por não deixar que o ignorante conheça as leis de Deus, que não se esquecem de quem trabalha e confia nas forças superiores.
   Desprendido é aquele que sabe dar, porque é dando que recebemos. No entanto, dar também é ciência, pois quem não sabe dar fica sempre devendo. Desprendimento é sempre o clima do sábio e do santo, senão do homem altamente inteligente. Essa virtude é a nossa base de viver, porque vivemos em Cristo, para que Deus viva em nós. ....
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De a obra de Frisco de Assis por Miramez


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A Porta Estreita

   Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta , e espaçoso o caminho que leva  à perdição e muito são os que entrem por ela. Que estreita é a porta, e que apertado é o caminho que leva para a vida, e quão poucos são os que acertam com ela! (Mateus, VII:13-14).
   E perguntou-lhe alguém: Senhor, são poucos então, os que se salvam? E ele lhes disse: porfiai por entrar pela porta estreita, porque vos digo que muitos procurarão  entrar e não o poderão. E quando o pai de família tiver entrado, e fechado a porta , d vós estarei de fora, e começareis a bater à porta , dizendo: Abre-nos Senhor! E Ele  vos  responderá dizendo: Não sei de onde sois . Então começareis  a dizer : Nós somos aqueles que , em tua presença, comemos e bebemos , a quem ensinaste nas nossas praças . E ele vos responderá: Não sei de onde sois ; apartai-vos de mim  todos os que obrais a iniquidade . Ali será o choro e o ranger de dentes , quando virdes  que Abrãao, Isaac e Jacó , e todos os profetas, estão no Reino de Deus, e que vós ficais fora dele, excluídos. E virão do oriente e do ocidente e do setentrião e do meio-dia, muitos  que se assentarão  à mesa do Reino de Deus. E então  os que serão os últimos serão os primeiros , e os que são os primeiros serão os últimos. (lucas, XIII:23-30).
   A porta da perdição é larga, porque  as más paixões  são numerosas e o caminho do mal é o mais frequentado . A da salvação é estreita, porque o homem porque o homem deseja transpo-la deve fazer grandes esforços para vencer as suas más tendências, e poucos se resignam a isso. Completa-se a máxima: São muitos os chamados e poucos os escolhidos.
   Esse é o estado actual da humanidade terrena, porque sendo a Terra um mundo de expiações, nela predomina o mal. Quando tiver transformada, o caminho do bem será o mais frequentado. Devemos entender essas palavras, portanto no sentido relativo e não absoluto. Se esse tivesse de ser o estado normal da humanidade, Deus teria voluntariamente condenado à perdição a imensa maioria das criaturas, suposição inadmissível, desde que se reconheça que Deus é todo justiça e todo bondade.
   Mas quais faltas de que esta humanidade seria culpada, para merecer uma sorte tão triste, no presente e no futuro, se toda ela estivesse na Terra e a alma não tivesse outras existências? Por que tantos escolhos semeados no seu caminho? Por que essa porta tão estreita, que apenas a um pequeno número é dado transpor, se a sorte da alma está definitivamente fixada, após a morte? É assim que, com a unicidade da existência, estamos incessantemente  em contradição com nós mesmos e a justiça de Deus. Com a anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se alarga, iluminam-se os pontos mais obscuros da fé, o presente e o futuro se mostram solidários com o passado, e somente assim podemos compreender toda a profundidade, toda a verdade e toda a sabedoria das máximas do Cristo.


Do Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Deus Presente na Transição

Pela DRª Marlene Nobre


    Findou 2009. Ao iniciarmos o novo ano a sensação é a de que o tempo está a ir depressa demais ao encontre o de grandes e profundas mudanças, sem que a paz do dever cumprido regozige o coração humano.
   Na verdade há mais de 150 anos, o período de transição foi anunciado na lições dos Espíritos Instrutores, principalmente n'O Evangelho segundo o Espiritismo e n'O  Livro dos Espíritos. Nunca porém houve esta sensação de desfecho como nos dias actuais.
   Os Maias apontam Dezembro de 2012 como data limite das grandes mudanças, mas, segundo as revelações de Chico Xavier, as transformações geofísicas do planeta ter se-ão consumado até 2019, abrindo-se, então, um largo período de reconstrução, que conduzirá a Terra ao início de uma nova era. Este novo principio, segundo o benfeitor Emmanuel, está previsto para 2057.
   É sempre problemático apontarem-se datas, mas parece certo que as grandes transformações virão entre 2012 e 2019. E os flagelos previstos aonde nos levarão? Não sabemos ao certo. O facto é que há um mundo velho que se esfacela, recheado de tudo o que o egoísmo pode produzir: guerras, opressões, malversação dos bens terrenos, etc. E que há um mundo inteiro novo a reconstruir, calcado no paradigma do amor.
   O Brasil está próximo, portanto, de provar se é realmente a pátria do Evangelho. Para começar, terá que repartir terras, dividir tudo em benefício de quem ficou sem nada. Enfim, terá que vivenciar o amor divino, testemunhando o seu compromisso definitivo com as lições do Cristo.
   No plano pessoal a atitude não deve ser outra. A criatura humana precisa se comprometer com a prática da caridade- o amor em movimento-, a maior de todas as virtudes Não faltarão aqueles que culparão a Deus por todas as catástrofes quando na verdade, só o ser humano deve ser responsabilizado, por negligência e fuga ao dever.
   Basta um simples olhar para a grandeza do macro e do  microcosmos para que se constate a pequenez e ignorância da obra do Pai e Criador, que é harmonia, amor, compaixão e justiça. Por isso mesmo, nunca o ser humano teve tanta necessidade de Deus como agora.
   É preciso, porém mergulhar fundo para resgatar a Sua presença no âmago do próximo ser. Isto acontece sobretudo quando a criatura se aquieta interiormente e consegue ver para lá das aparências; começa-lhe a surgir , então, das profundezas do coração, um sentimento natural de profundo amor e reconhecimento. E a  oração brota naturalmente da alma reconhecida. Através dela, fala com o Pai, empregando tão só a linguagem do coração.
Em tempos difíceis de transição, este é um hábito salutar que deve ser sempre lembrado e repetido todos os dias. Afinal, Deus está presente em todo o Universo e é fonte permanente de amor, consolo e justiça para todos os habitantes da Terra, sem distinção de raça crença, ou religião.

  A Drª Marlene Nobre é médica ginecologista, presidente das Associações Médico Espíritas (AME) do Brasil e Internacional; presidente do Grupo Espírita Cairbar Schutel e da Creche "Lar do Alvorecer", em S. Paulo, autora de vários livros.
(folha espírita nº 413)
Este artigo foi publicado na Revista Espírita Verdade e Luz de Julho/ Agosto de 2010

Optimismo-

   Não espero que a melhoria ,prosperidade ou bem estar caiam do céu milagrosamente sem fazer força.
   Tudo tem o preço da conquista, da busca, da participação, do esforço.
   Aproveite as horas e os dias, planeje, faça o seu futuro, persista nos bons projectos.A vida deixa para trás o inerte, o incapaz, o medroso.
   Capacidade é feita para usar.Use a sua força de vontade, confie em si, aja, trabalhe decididamente. Vá em frente.Não dê ouvidos aos derrotistas e a vitória será sua.
   Deus sorri para os que usam os talentos que têm.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Somatização

   " Somatizar é transferir uma emoção ou um sentimento para o corpo de forma a causar um distúrbio físico.
Até há pouco tempo, era difícil para as pesoas em geral  entenderem que a emoção em descontrole era capaz, às vezes só ela, desencadear uma doença, pois o ritmo de vida era bem mais lento e a tolerância orgânica era bem maior.Hoje , todos os limites foram extrapolados e muitas pesoas já conseguem relacionar os seus efeitos de caráter às suas doenças.
   A construção das doenças é comulativa: gota a gota. Para que ela se materializem , é preciso que se crie um terreno propício . Um somatório  de factores o formam: pensamento em desalinho, emoções mal elaboradas, ambiente em desiquilíbrio,, produtos tóxicos ( conservantes, corantes) agentes infecciosos ( bactérias, vírus, fungos), vícios, drogas, alimentos, medicamentos.Tudo isso converge no corpo físico, que funciona como um "drenador".
  A doença decorre de  um esgotamento de residuos mentais e expurgo das toxinas físicas. Fica claro nas doenças febris: ao menor desiquilíbrio emocional, , um corpo intoxicado precisa " queimar"  as toxinas para manter a vida. Observa-se na pesoa febril que, em primeiro lugar, desaparece-lhe o apetite, que dá lugar ao jejum curativo; então aumenta sua sede para uma limpeza rápida: depois a faz diminuir a actividade física para o repouso curativo."

de Saúde ou Doença de Américo Canhoto.
 

Sugestão Literária

Olá a todos.
Venho desta forma apresentar-vos uma obra que considero possivelemente uma das melhores que já li.
Chama-se Saúde ou Doença- A escolha é sua.
Do Dr Américo Canhoto pela Editora Petit.

Vou passar a transcrever a apresentação da obra  na contracapa do livro.

"Acredite: saúde não se compra na farmácia!Isso mesmo! Descubra neste livro surpreendente as causas espirituais das doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos que geram grandes problemas de saúde- explicações e sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma vida verdadeiramente saudável.!
 E mais: conheça os efeitos negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade em outras pessoas, das fixações mentais,  , da alimentação compulsiva, da vida sedentária e outros factores causadores de doenças e perturbações.
Experiente médico de família, sempre sugerindo soluções, Américo Canhoto aponta na direcção da saúde do corpo e da alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia excelente para quem deseja viver mais e muito melhor."

Encontrei nesta obra fantástica, um mar de conhecimento que me ajudou a compreender e aprofundar coisas sobre as coisas já me debruço a estudar há cerca de 10 anos.
É muito importante estudarmos o significado do que Jesus nos dizia: " Orai e vigiai" , pois é na nossa mente que tudo criamos em nós e em nosso redor.
Vou transcrever aqui algumas partes dese livro e espero que gostem e vos seja útil.
Muita paz

domingo, 1 de agosto de 2010

Tudo o que faças

   Tudo o que estás a fazer ou que estás fazendo.lembra-te de fazê-lo com dedicação, com amor.Vieste à Terra para fazer alguma coisa e essa missão tem grande importância.Cuida de fazer tudo com perfeição,levando em conta que em nada há perfeição sem que haja Amor.
   As escolas do mundo nos dão meios de entender as coisas na sua profundidade.No entanto, não são somente elas que nos levam, a compreender os nossos deveres, Uma grande parte nos toca directamente e essa deve ser feita por nós, condicionando experiências  e usando a nossa vontade, aquela que nunca esmorece ante os obstáculos. Não podemos nos esquecer da maturidade do Espírito conferida pelo tempo.Porém os clarins da eternidade tocam , alertando as almas .É chegado o momento da compreensão iluminada de rastrear os nossos desejos do aprendizado nos campos imensuráveis de nós mesmos, colhendo dados e acertando arestas, operando tumores e curando enfermidades no nosso mundo inteiro.
   A maior batalha a ser vencida  é a luta que devemos travar com nós mesmos, é o Bem contra o Mal, na profundeza da alma, para depois falarmos com segurança a todos os que queiram ouvir: Eu sou a Luz.
   O milagre do pensamento faz os grandes cientistas pensarem. Eles usam a razão, mas desconhecem sua procedência e os meios pelos quais os pensamentos são feitos. As sutilezas das ideias e a inteligência dos homens escapam à própria inteligência destes mesmos. homens, quando ignoram a existência do Espírito. Quando descobriram os computadores, eles acharam que tinham encontrado o segredo do cérebro humano, esquecendo-se de procurar saber de onde vinha a inteligência. Os computadores são programados,não pensam por si mesmos.A ciência do mundo sem a ciência do espírito é morta e desfaz-se com o próprio tempo; não resiste ao progresso, a não ser que se encontre com a alma, para ajudar a explicar a fonte de toda a sabedoria, que é Deus.
   Em tudo o que fizeres, não te esqueças de , em primeiro lugar, lembrar-te de nosso Pai Celestial, que está vibrando, trabalhando e nos assistindo desde a matéria primitiva ao alto do escalão da eternidade.
   Se podes coordenar as tuas ideias, que o faças com harmonia. Se é do teu agrado disciplinar a tua fala, começa logo.Se podes dar cadência aos teus passos, que o faças também. Se podes te vestir decentemente, não deves esquecer-te de fazê-lo. Os outros caminhos norteados para a perfeição vão surgindo no páreo dos teus esforços e, na busca, eles surgirão mais depressa, para que possas sentir a luz do descernimento com maior rapidez.
   Trabalha com interesse de servir bem, que o teu trabalho se transformará em alegria. Dispensa os adjectivos que não correspondem às qualidades enobrecidas do Evangelho e vança para os qualificativos que honram toda a policromia enriquecida pelo Amor nas variadas estações dos sentimentos. Confirma tua passagem por onde passares , com a clareza e perfeição do que deves fazer, que o belo sempre honra o seu genitor.
   Em tudo o que fizeres, lemra-te de fazê-lo bem.Não te esqueças jamais o talhe da perfeição, que ela desenvolverá a glória do próprio artista.
de Cirurgia Moral- Por Lancellin e João Nunes Maia

terça-feira, 8 de junho de 2010

Não te esqueças dos outros

Ninguém deve ser esquecido da nossa compreensão.O talhe da nossa vida tem muito a ver com  a vida dos outros.Se queremos ajudar, não faltará oportunidade de servir em todos os caminhos que temos a percorrer.
Se já formaste um lar, eis aí importante camppo na tua jornada de aprimoramento.
Não é por acaso que te achas agregado a  uma familia.Podes fazer tudo para uma boa convivência.Faze a tua parte, ajudandoa quem ainda não compreendeu os objectivos de um lar, a despertar entendimentos ante todas as situações que porventura surgirem. Cuida de ti, mas não te esqueças dos que te acompanham.Lembra-te de Deus e de Cristo, em todos os teus infortunios que, se o fizeres com fé,não te faltará assistência espiritual no exercício do entendimento.
   A omissão ante os deveres junto aos companheiros de jornada é falta grave perante a nossa consciência. Se amas a ti mesmo, não desprezes teus amigos, nem te recuses a ajudar, pelos meios possíveis os teus inimigos. Todos somos irmãos, ligados uns aos outros pela conscîência universal. Respiramos a mesma atmosfera doada pelo Criador.
   Quem olvida o próprio irmão, sente-se só no desenhar da vida.Ordena as tuas ideias e passa a pensar.Quantas mãos trabalharam para te oferecer melhor camo para a tua evolução! E, certamente, muito trabalharam doentes, cheios de problemas, todos ou muitos dos quais não conheces, como esses também não te conhecem.São frutos do trabalho na engenhosa missão das almas que vivem na terra, ligadas por fios invisiveis, mas que transcendem o tempo e o espaço, ordenadas e sustentadas por Deus.
   Confere os teus valores, sem esquecer o tesouro dos outros. Tudo o que vive em harmonia se ajunta pela lei da afinidade, que é a mesma lei do Amor.Os fios de uma roupa, dispersos, não pode formar um agasalho.Os tijolos das paredes, se não obedecerem à disciplina que lhes dá o pedreiro, não ofertam a benção da casa. As células do corpo, organizadas, é que nos favorecem a oportunidade sagrada da reencarnação. Daí podes tirar inúmeros exemplos do valor dos conjuntos, desta lei maravilhosa da atracção dos iguais.Nós, sendo espíritos, é que vamosdesobedecer a essa Lei  Universal do Criador?Espírito algum evolui sózinho.Havemos de nos agrupar, traçando experiências como permutas de valor eterno, surgindo, assim a fraternidade, onde nasce a felicidade espiritual e o céu dentro das almas.
   Como esquecer os semelhantes que nos ajudam a viver, como esquecer as plantas que restauram a nossa saúde física  e espiritual?E os animais?Todos os reinos abaixo dos homens e a acima deles se interligam  por leis apropriadas, que quase sempre escapam aos olhos dos que vivem na carne. Se já descobriste que não podesviver só, faze alguma coisa em favor dos que te seguem, que eles vão-te ajudar- ou já te ajudam sem perceberes, a conhecer a origem  da assistência  que recebesNão te descuides destas verdades,que elas te ajudarão na conquista de ti mesmo. E, se  persisterescom interesse de melhor, com  algum tempo serás médico de ti mesmo,operando e desobstruindo os canais da tua mente, para que os pensamentos de Deus se confundam com os teus, na grande tarefa de servir, por amor àqueles que vivem contigo, pisando a Terra.

do livro Cirurgia Moral de Lencellin por João Nunes Maia