"Quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá".-Jesus. (Jo., 11,25).
Narra-se que o príncipe Sidrta Gautama, após ter-se iluminado, oportunamente interrogou os seus discipulos, indagando qual era o oposto da morte, e eles responderam que era vida.
Após reflexionar por momentos, o nobre mestre redargiu tranquilo, que o inverso da morte é renascimento, porque sempre se está na vida, quer se deambule através do corpo fisico ou fora dele.
Em realidade, a vida biológica, em face da organização molecular que se desestrutura, experimenta, inevitavelmente, a sua desagregação quando ocorre o fenómeno da morte, que libera do casulo em que se enclausura o Espírito Imortal.
Viajor do tempo e do espaço singra os oceanos de energia, energia pensante que é, vestindo-se e revestindo-se de matéria orgânica para o ministério da evolução, em cujo curso se encontra inscrito.
A vida, no entanto, desde quando criada por Deus jamais se extingue, alterando-se constantemente de expressão de acordo com os instrumentos de que se utiliza, até lograr p estado de plenitude ou alcançar o Reino dos Céus.
A inevitabilidade da morte biológica deve contituir grave quesito de fundamental importância nas reflexões de toda as criaturas, tendo em vista o momento que será por ela alcançado inapelávelmente.
A depender das circunstâncias e dos factores que a desencandeiam, a morte foi transformada num tabu, como se constituísse uma verdadeira desgraça, quando é simplesmente uma porta que se abre na direcção da Realidade...
A conscientização da transitoriedade do corppo somático, elaborado pleo Divino Amor para servir de solo fértil para a fecundação e desenvolvimento dos atributos adormecidos no Espírito, representa conquista valiosa para a harmonia do ser durante a aprendizagem terrestre.
Mediante o respeito que deve ser dedicado à estrutura orgânica, facultase-lhe uma existência de equilíbrio ou de desar que lhe proporciona libertação fácil ou demorada, conforme a maneira como se haja dele utilizado.
Assim sendo, a morte não significa o fim da vida, mas a benção do renascimento em outra dimensão estuante de vibração e de progresso.
Não fora e todo o projecto e realização do ser humano perderia o seu significado grandioso, quando a desoxigenação cerebral anulasse as continuas modificações celulares.
O ser humano tem como destinoa conquista do Infinito, e esse logro tem como destino a conquista do infinito, e esse logro não pode ser alcançado em apenas uma etapa, considerando-se a incontável pluralidade de constelações de galáxias, que o Pai criou para servir de morada para os Seus filhos...
O sentido psicológico do existir, igualmente ficaria afectado, em face do infimo espaço entre berço e túmulo, prelúdio do aniquilamento da inteligência e da razão, endo-se em vista a Eternidade...
Morte, portanto é o renascimentoi, sono momentâneo que faculta o despertar em novo campo vibratório.
Aqueles seres queridos que morreram, em realidade não se consumiram, conforme estabelecem algumas correntes do materialismo, anulando a grandeza da vida. Eles vivem e esperam por ti, acompanhando-te por enquanto e auxiliando-te na aquisição de tesouros imaresciveis das virtudes espirituais.
Eles resguardam os seres queridos, tendo a visão ampliada em torno da realidade que ora defrontam , e gostariam que fosse- alcançada pelos afectos que ficaram na rectaguarda. Por essa razão, encorajam-nos durante as provações, oferecem-lhes braços amigos e inspiração continua para que permaneçam em paz, embora o rugir das borrascas perigosas que desabam sobre suas existências com certa frequência...
Mas nem todos são felizes, como se pode fácilmente compreender, visto que cada um desperta conservando os valores com os quais adormeceu. Todos os títulos de mérito ou de demérito permanecem válidos para aquele que os conduz durante a jornada carnal ou após o seu decesso.
Desse modo, os Espíritos venturosos de hoje são aqueles que ontem se empenharam no culto dos deveres elevados, que transformaram, que transformaram a existência do em formoso educandário, no qual abrilhataram a inteligência e eterneceram o coração, transformando-se em sinfonia viva de amor.
Aquel' outros porém, que da existência terrestre somente cultivaram os sentimentos negativos, atados às paixões nefastas, profundamente vinculados aos vícios, com dificuldade separam-se dos despojos em degradação, dando prosseguimento à alucinação em que se compraziam.
São infelizes e infelicitadores, porquanto se acercam das criaturas que vibram no seu mesmo diapasão, inspirando-lhes ideias pertubadoras, intoxicando-as com os seus fluídos deletérios, induzindo-as a situações deploráveis e submetendo-as, muitas vezes, aos seus caprichos infelizes...
Ignorantes do recursos de elevação ou renegando-os, jazem no cárcere da prórpia insânia, prolongando os padecimentos que os visitaram antes da desencarnação e que lhes estiolam a alegria e a esperança... Não ficam porèm, eternamente nesse estado de mesquinhez e aflição, porque a misericórdia do Pai os busca, recambiando-os aos renascimentos ecpiatórios através dos quais se depuram e se renovam.
A morte, portanto, não deve ser considerada como a desventurada ocorrência da vida, mas sim, como a desveladora da realidade espiritual, na qual todos se sencontram mergulhados.
Por isso mesmo, morrer não é conquistar a ventura excelsa, caso não se tenha entesourado ante os seus pródromos em forma de amor, abnegação e vivência digna durante a jornada terrestre. Cada criatura, portanto, morre conforme vive, e desperta consoante morreu.
Não esperes milagres da desencarnação, cujo objectivo é conduzir ao Grande Lar o aprendiz que viajou antes na direcção do educandário terrestre, onde se deve ter aprimoradoe crescido moralmente.
Cultiva o pensamento em torno da desencarnação como benção que um dia te alcançará, e não te permitas temê-la.
Recorda aqueles que se apartaram físicamente de ti, mas que não te abandonaram, procurando senti-los, captar-lhes os pensamentos e as emoções, quando felizes e as emoções quando felizes e, se porventura lhes perceberes as aflições, envolve-os em dúlcidas vibrações de amor e de ternura através do sublime emanação da prece, que lhes fará um grande bem.
Joana de Ângelis
Pagina psicografada por Divaldo Franco no dia 22.05.2009, na residência do Sr Josef Lackulak em Viena.
Do Jornal Espirita nº 332- Julho 2011
Bem vindos a este cantinho onde espero partilhar conhecimento, amor, fé e esperança. Muita paz
domingo, 4 de setembro de 2011
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