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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Divisões da consciência

Da obra Horizontes da Mente de João Nunes Maia pelo Espírito Miramez

O Espírito ao reencarnar, entra em processo preparatório, principalmente no tocante à consciência que, além de ser um todo unificado, é também a mínima parte que se encontra em actividade na alma, que domina o império da carne.Os instrutores espirituais separam a região da consciência activa,no reencarnante; limpam-na qual se faz no mundo com uma fita magnética já usada, só que, no caso da mente, nada se perde. É recolhido todo o material do núcleo consciencial, por hábeis especialistas, de modo fascinante,para que, no amanhã sirva como testemunho das vidas sucessivas,onde o Espírito poderá, caso necessário,consultar o que fez para estruturar os anseios do futuro, pois tudo ficará guardado no arquivo interno do Eu.
Não devemos nos esquecer de que a consciência, mesmo tendo divisões inumeráveis, de certo modo, continua em perfeita consonância com as partes que compõem o seu todo, por laços indestrutíveis. É preciso reconhecer que a mente activa do que renasce na Terra, chega virgem,na sua candura primitiva,qual folha de papel que foi esquecida pelo uso. É fácil compreendermos porque o homem não se lembra das suas vidas passadas, de acordo com o que em cima narramos,a não ser casos raros, em que o Espírito busca na fonte(consciência profunda) os dados que lhe compete conhecer, por inspiração de irmãos maiores , desde que isso lhe seja proveitoso.
O dever da inteligência é aglutinar ideias e fatos a serviço da mente, que plasma com eficiência extraordinária todos os pormenores da vida para,depois da desencarnação, entregar ao centro consciencial, como se fosse uma cópia absorvente de toda a matriz, com sensibilidade e nitidez inexplicáveis, onde se encontram todas as experiências da alma no decorrer de todas as suas vidas, na Terra e fora dela.É nessa ligeira conversa que podemos notar a nossa responsabilidade em relação à formação de ideias e aos pensamentos que emitimos no desenrolar da vida.
A mente é um computador divino, onde a programação depende da nossa vontade, do nosso querer, em uma conjuntura infinita de acervos de forças que devem ser disciplinadas. Por isto apelamos constantemente para a educação conectiva com a instrução, em simbiose profunda,para que uma possa complementar a outra.O terceiro milénio, pelo que nos foi dado saber,não poderá receber Espíritos desinteressados por Cristo. O chamado do Mestre está se fazendo por todos os meios possíveis. Quem tiver olhos para ver que veja, e ouvidos ,que ouça. E a selecção está próxima entre o trigo e o joio. Ainda temos muito que estudar no que diz respeito à mente. Somente encontraremos conceitos mais elevados, se nos propusermos a iniciar a prática de algumas leis, que asseguram a educação dos instintos inferiores em relação às necessidades atuais da alma.
Todas as forças do bem vêm direccionadas vêm direccionadas para cada Espírito, de acordo com as suas necessidades espirituais, e ficam em torno dele, esperando suas decisões.O impulso é individual, como o dos soldados, que esperam as ordens do comandante e o dos pedreiros, os traçados do arquitecto. Comecemos logo a mudar o modo de pensar e agir. O esforço, certamente é grande, mas, se continuarmos, alcançaremos a vitória. E se não esmorecermos, ao fim da existência física, entregaremos à consciência profunda uma imagem renovada, que não nos envergonhará, quando tivermos o poder e a benção divina de relembrá-la . Emprenhemo-nos no bem, esforcemo-nos no perdão, e façamos de nossa vida, onde a vida maior nos colocar, um cântico de amor na grandiosa substância da caridade. Se assim não fizermos, continuaremos dominados pela ignorância.

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